O Instituto Possas Vencer nasceu de uma história real de superação, cuidado e amor pelo próximo.
Criado a partir de experiências vividas por mulheres que conheceram de perto os desafios do câncer, o Instituto surgiu com um propósito claro: nenhuma mulher deveria atravessar essa jornada sentindo-se sozinha.
Mais do que oferecer apoio durante o tratamento, o Possas Vencer acredita que cuidar significa olhar para a mulher por inteiro. Porque, além do diagnóstico, existem sonhos, famílias, planos, histórias e uma vida inteira esperando para ser reconstruída.
Por isso, o Instituto atua no acolhimento de mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer, oferecendo escuta, orientação, fortalecimento emocional, capacitação, acesso à informação, apoio social e acompanhamento humanizado.
Cada ação nasce com um objetivo maior: devolver dignidade, autonomia e esperança para que cada mulher possa reencontrar sua força e construir novos caminhos.
O Possas Vencer acredita que acolher é enxergar além da doença.
Uma mulher não é definida pelo câncer que enfrentou, mas pela sua história, sua coragem, seus sonhos e todas as possibilidades que ainda existem pela frente.
O Instituto trabalha para construir uma rede de pertencimento, onde mulheres encontram apoio, informação e incentivo para retomarem seus caminhos com mais segurança e esperança.
Aqui, cada mulher é vista em sua integralidade. Sua trajetória, seus sentimentos e suas necessidades importam.
Porque vencer não significa apenas superar uma doença. Vencer também significa reconstruir a autoestima, recuperar sonhos, fortalecer vínculos e perceber que existe uma rede caminhando junto.
Promover acolhimento, apoio e fortalecimento para mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer, contribuindo para a reconstrução de suas vidas por meio da informação, capacitação, orientação e cuidado humanizado.
Transformar trajetórias através da empatia, do conhecimento e da união, criando caminhos para que cada mulher seja vista, ouvida e reconhecida em sua integralidade.
Durante a pandemia, quando os encontros presenciais eram raros e a conexão acontecia principalmente pelas telas, surgiu um pedido especial: Rosalva queria me conhecer pessoalmente.
Ela acompanhava as palestras, atendimentos e eventos virtuais com tanto carinho que dizia sentir como se já nos conhecêssemos há muito tempo.
Mesmo sem ainda termos dividido um encontro presencial, existia uma conexão construída através das palavras, da escuta e do propósito que nos unia.
Um dia, Rosalva pediu que a tia Angela pudesse nos apresentar.
Confesso que, naquele momento, hesitei. A fragilidade da sua saúde despertava cuidado e preocupação, mas, com todos os cuidados necessários e já nos últimos momentos da pandemia, aquele encontro finalmente aconteceu.
E como foi especial aquele abraço.
Seu olhar, cheio de brilho e felicidade, carregava uma emoção difícil de explicar. Era como se aquele momento confirmasse uma ligação que já existia antes mesmo da presença física.
Naquela época, o Instituto Possas Vencer ainda não existia.
Mas o Projeto Casmec Rosa já pulsava com força, carregando um propósito muito claro: acolher com amor e construir uma rede de afeto, cuidado e fortalecimento entre mulheres.
Foi nesse caminho que Rosalva chegou.
Com um sorriso generoso e um coração ainda maior, ela se tornou parte da nossa família Casmec.
Com sua presença doce, Rosalva participava, contribuía, se envolvia e transmitia uma força que vinha acompanhada de uma leveza encantadora.
Ela tinha uma forma única de estar presente. Seu carinho, sua alegria e sua maneira de enxergar a vida deixavam marcas em todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la.
Hoje, sua lembrança permanece viva entre nós.
É impossível contar a nossa história sem lembrar da história dela.
Sou profundamente grata pelo carinho, pela admiração que Rosalva me demonstrou e por tudo que ela me fez sentir.
Sua presença me ajudou a perceber, com ainda mais clareza, o impacto que o nosso trabalho pode gerar na vida de outras mulheres.
Rosalva mostrou que acolher também é criar vínculos. Que uma rede de apoio é formada por histórias, encontros e sentimentos que permanecem mesmo quando o tempo passa.
Sua caminhada faz parte da essência do Instituto Possas Vencer e representa tudo aquilo que buscamos construir: uma comunidade onde mulheres se sentem vistas, lembradas e amadas.
Desde sempre, Ângela Possas carregou dentro de si um desejo profundo de ajudar pessoas.
Antes mesmo de enfrentar sua própria batalha contra o câncer, ela já dedicava parte da sua vida ao trabalho voluntário em hospitais, movida pela certeza de que pequenos gestos de cuidado podem transformar histórias.
Essa história começou com uma experiência marcante no INCA, onde atuava como voluntária acompanhando uma criança que enfrentava o câncer.
Era uma criança diferente aos olhos de muitos. Mesmo diante das dificuldades, ela vivia sorrindo, cantando e criando um mundo próprio, onde também dava aulas para crianças invisíveis que existiam apenas na sua imaginação.
Para aquela criança, parecia que nada de difícil estava acontecendo.
Mas para Ângela, aquele período foi intenso e transformador.
Ela estava diante de uma força que não vinha da ausência de dificuldades, mas da capacidade de encontrar alegria mesmo em meio aos desafios.
Essa criança, anos depois, se tornaria a mulher que buscaria ajudar tantas outras pessoas e que abraçaria uma grande causa de cuidado e transformação.
Naquela época, Ângela também vivia uma fase especial da sua própria vida: estava grávida.
E, como um daqueles encontros que parecem escritos pelo destino, sua filha nasceu carregando exatamente a mesma expressão de alegria daquela criança que tanto havia marcado sua trajetória.
Seu caminho no voluntariado continuou no Hospital Nise da Silveira, onde passou a atuar junto a crianças especiais.
Foi nesse ambiente que Ângela conheceu mulheres incríveis.
Mulheres que enfrentavam depressão, mulheres em tratamento contra o câncer e mães de crianças especiais que encontravam forças diariamente para continuar.
Cada encontro deixou uma marca.
Cada história fortaleceu ainda mais sua vontade de servir, cuidar e estar presente na vida de quem precisava de apoio.
Depois de três anos dedicados ao voluntariado, Ângela recebeu o diagnóstico de câncer de mama.
Pela primeira vez, ela estava do outro lado dessa jornada.
Em um momento de vulnerabilidade, compartilhou com aquelas mulheres uma frase que representa muito da sua trajetória:
“Eu sempre estive aqui dando forças para vocês. Agora é a vez de vocês me acolherem.”
E foi exatamente essa troca de amor, apoio e solidariedade que se tornou fundamental para sua transformação.
A experiência mostrou que cuidar também significa permitir ser cuidada.
Que a força não está apenas em oferecer apoio, mas também em aceitar receber carinho quando necessário.
Que nenhuma caminhada precisa ser atravessada sozinha.
Hoje, Ângela é uma mulher mais forte, mais consciente do poder do amor, da esperança e da união entre pessoas.
Sua história representa a essência de uma rede onde mulheres acolhem mulheres e onde experiências difíceis podem se transformar em propósito.
O Instituto Possas Vencer representa essa jornada: a realização de um sonho antigo de ajudar, acolher e fazer diferença na vida de outras pessoas.
Cíntia Possas enfrentou um grande desafio muito cedo na vida. Aos 7 anos de idade, recebeu o diagnóstico de câncer renal e precisou passar por uma cirurgia para retirada do rim direito.
O tratamento exigiu internações longas, sessões de quimioterapia e radioterapia. Ainda que tenha sido um período extremamente difícil, especialmente por se tratar de um câncer infantil, Cíntia não guarda lembranças amargas desse tempo.
Afastada da escola e do convívio com outras crianças, ela criou um universo próprio. Desenvolveu amigos imaginários, inventou histórias e encontrou formas de manter viva a alegria de ser criança mesmo dentro de uma realidade tão diferente.
A televisão, a imaginação e as pequenas descobertas do cotidiano tornaram-se companheiras durante esse período. O ambiente hospitalar passou a fazer parte da sua rotina e, sem perceber, começou a moldar sua forma de enxergar o mundo.
Mesmo seguindo profissionalmente pela área jurídica, a saúde sempre esteve presente em sua trajetória. Desde pequena, Cíntia observava com atenção as mães que acompanhavam seus filhos durante o tratamento, as dificuldades enfrentadas por outras crianças e também os gestos de esperança que surgiam em meio aos desafios.
Na adolescência, os cuidados médicos continuaram. Ainda assim, ela buscava atravessar cada etapa com fé, leveza e a sensação de que havia um propósito maior por trás daquela experiência.
Em 2014, quando sua tia recebeu o diagnóstico de câncer de mama, Cíntia, já advogada, foi convidada a realizar palestras em hospitais.
Mas sua atuação rapidamente ultrapassou a fala técnica.
Ela percebeu que as mulheres precisavam de mais do que informação. Precisavam de escuta, acolhimento e presença.
Então passou a levar lanches, conversar individualmente com cada mulher, oferecer apoio emocional e criar vínculos verdadeiros.
Aos poucos, as mensagens cresceram, o envolvimento aumentou e nasceu o projeto Casmec Rosa, inicialmente dentro da sua própria empresa, a Casmec.
O projeto ganhou vida própria e mostrou que existia uma necessidade muito maior de cuidado e acolhimento.
A Casmec, criada inicialmente com finalidade empresarial, já não conseguia comportar a dimensão social e humana daquela missão.
Foi então que nasceu o Instituto Cíntia Possas — Possas Vencer!, criado para ampliar esse trabalho com estrutura, responsabilidade e propósito.
Um dos maiores símbolos dessa trajetória foi o retorno de Cíntia aos hospitais.
Durante anos, ela só conseguia entrar em uma unidade de saúde por necessidade médica. O cheiro, os corredores e o ambiente hospitalar ainda despertavam lembranças difíceis.
Mas o desejo de acolher outras pessoas falou mais alto. Ela enfrentou esse medo e transformou aquilo que um dia representou dor em um lugar de missão e cuidado.
O Instituto Possas Vencer representa esse reencontro com sua própria história, agora ressignificado pela empatia, pelo amor e pela vontade de transformar vidas.
A jornada, porém, continua.
Cíntia ainda carrega um sonho: um dia poder atuar diretamente com crianças com câncer.
Ela reconhece que esse momento ainda exigirá preparação emocional, mas sabe que ele chegará.
Quando esse dia acontecer, será mais uma etapa de uma caminhada construída com coragem, entrega e amor.
As Possetes são as mulheres que fazem parte da rede de acolhimento, cuidado, participação e fortalecimento do Instituto Possas Vencer.
O termo nasceu como uma forma afetiva de pertencimento para representar todas as mulheres que caminham junto ao Instituto em suas diferentes jornadas.
São mulheres que enfrentam ou enfrentaram o câncer, mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres em processo de reconstrução da autoestima, autonomia, vida profissional e da própria história, além daquelas que fazem parte da rede de apoio e participam das ações promovidas pelo Instituto.
No Instituto Possas Vencer, cada mulher é reconhecida em sua individualidade. Por isso, as Possetes são organizadas conforme sua forma de vínculo, participação e relação com os projetos da instituição.
A Possete Assistida é a mulher acolhida diretamente pelo Instituto, especialmente aquela que enfrenta ou enfrentou o câncer, ou que está em situação de vulnerabilidade social, emocional, econômica ou familiar.
Ela recebe apoio por meio dos projetos, campanhas, cursos, orientações, atendimentos e iniciativas promovidas pelo Instituto Possas Vencer.
Essa mulher está no centro da missão institucional: receber cuidado, dignidade, informação, acolhimento e caminhos possíveis para reconstruir sua trajetória.
A Possete Participante é a mulher que integra as atividades do Instituto, participa de cursos, encontros, eventos, campanhas, palestras e ações de capacitação e fortalecimento.
Ela faz parte da comunidade Possas Vencer através da presença, envolvimento e construção coletiva.
Sua participação fortalece a rede e ajuda outras mulheres a também encontrarem acolhimento e novas possibilidades.
A Possete Rede de Apoio é aquela mulher que acompanha, cuida, incentiva ou caminha ao lado de alguém que enfrenta ou enfrentou o câncer.
Pode incluir familiares, amigas, cuidadoras, profissionais, voluntárias, parceiras e mulheres que se identificam com a causa.
São mulheres fundamentais para fortalecer a jornada de cuidado coletivo.
O cadastro é uma etapa essencial para que o Instituto Possas Vencer conheça melhor cada mulher, compreenda sua realidade e organize de forma responsável o acesso às ações, projetos, cursos, benefícios e oportunidades oferecidas.
Mais do que um formulário, o cadastro representa uma ponte entre a mulher e a rede de cuidado do Instituto.
Ao realizar o cadastro, a Possete passa a fazer parte oficialmente da comunidade do Instituto Possas Vencer e poderá receber informações sobre cursos, eventos, campanhas, projetos, encontros e oportunidades.
O cadastro também permite que o Instituto compreenda melhor as necessidades das mulheres e desenvolva ações cada vez mais alinhadas com suas realidades.
Para fazer parte da rede de Possetes, é necessário realizar o cadastro junto ao Instituto Possas Vencer.
O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp do Instituto, onde nossa equipe irá orientar sobre informações necessárias, disponibilidade de atendimento e próximos passos.
Esse processo nos ajuda a conhecer cada mulher, direcionar oportunidades e fortalecer essa rede de cuidado.
Quero ser uma PosseteCíntiazinha, talvez você ainda seja pequena demais para entender tudo o que a sua história vai construir.
Hoje, você conhece apenas uma parte dela: a menina que precisou deixar a escola, que viu os adultos preocupados, que tentou compreender palavras difíceis e que encontrou na imaginação uma forma de continuar sendo criança.
Mas existe algo que você ainda não sabe.
Essa menina vai crescer e transformar tudo aquilo que viveu em cuidado para outras pessoas.
Depois de muitos anos, nascerá o Instituto Possas Vencer.
Ele nascerá da sua história, da fé da sua mãe, da caminhada da sua família, da experiência da sua tia e de tantas mulheres que cruzarão o seu caminho.
O Instituto existirá para lembrar que o câncer não pode ser sinônimo de abandono, silêncio ou solidão.
Porque você sabe, desde pequena, o quanto é importante ter alguém por perto quando tudo parece confuso.
O Instituto Possas Vencer será um lugar de acolhimento para mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer.
Mas ele nunca olhará apenas para o diagnóstico.
Ele olhará para a mulher inteira.
Para sua história.
Para seus sonhos.
Para seus medos.
Para sua família.
Para tudo aquilo que existe além de uma doença.
Ali haverá escuta, orientação, capacitação, fortalecimento da autoestima, defesa de direitos, apoio emocional, projetos, encontros e caminhos para que cada mulher seja vista por completo.
As Possetes serão uma parte muito especial dessa história.
Elas não serão apenas mulheres atendidas por uma instituição.
Elas serão uma rede.
Serão mulheres com nomes, histórias, lembranças, fé, humor, desafios e recomeços.
Algumas chegarão precisando de informação.
Outras precisarão apenas de alguém que escute.
Algumas precisarão recuperar a confiança.
Outras precisarão lembrar que continuam sendo mulheres fortes, bonitas e capazes de construir novos capítulos.
E você vai descobrir que uma das maiores formas de vencer é ajudar outras pessoas a acreditarem que também podem vencer.
Ah!!!! E existe alguém que eu quero muito apresentar para você:
Ela será a mascote do Instituto Possas Vencer, escolhida com muito carinho pelas Possetes.
Acho que você iria gostar dela, Cíntiazinha.
Talvez porque a Cici carregue um pouco daquele universo que você criou quando era criança: um mundo onde a imaginação ajudava a atravessar momentos difíceis.
Ela terá leveza, afeto, proximidade e delicadeza dentro de uma causa muito séria.
Vai acompanhar mensagens, projetos e ações, lembrando que o cuidado também pode ter cor, ternura, sorriso e companhia.
Talvez a Cici seja uma prova bonita de que aquilo que nasce na imaginação de uma criança não precisa desaparecer.
Algumas ideias crescem.
Alguns sonhos encontram espaço.
Algumas histórias ganham novas formas de tocar outras pessoas.
E aquilo que você criou para enfrentar a solidão um dia ajudará outras mulheres a se sentirem acompanhadas.
Cíntiazinha, eu não vou dizer que tudo aconteceu por um motivo.
Algumas dores não precisam ser justificadas para serem transformadas.
Você não precisava passar por tudo isso para ser especial.
Você já era.
Criança nenhuma deveria trocar o recreio por tratamento, nem precisar entender o mundo através do medo dos adultos.
Mas a sua história continua.
Ela não termina naquele hospital.
Ela não termina naquela escola interrompida.
Ela não termina naquele momento em que tudo parecia estranho.
Você vai descobrir que vencer não significa apagar aquilo que doeu.
Vencer significa não permitir que a dor seja a única autora da sua história.
É transformar memória em trabalho sério.
Fé em movimento.
Conhecimento em orientação.
Imaginação em projeto.
Afeto em rede.
Amor em parceria.
E cuidado em legado.
Hoje, enquanto essa carta encontra a menina que você é agora, a Dra. Cíntia Possas estará em um avião, seguindo para um grande evento na área do Direito.
Talvez essa seja uma das imagens mais bonitas da sua trajetória.
A menina que um dia não entendia por que precisou deixar a escola agora atravessa o céu para ocupar espaços importantes com sua própria voz, sua própria história e tudo aquilo que construiu sem abandonar a criança que ainda vive dentro dela.
Porque aquela menina continua aí.
Ela continua criando.
Continua acreditando.
Continua ensinando.
E continua lembrando você de que as maiores transformações começam, muitas vezes, com uma pequena ideia dentro do coração de uma criança.
Cíntiazinha, algumas histórias voltam para nós de maneiras que nunca imaginamos.
Muitos anos depois daquele período em que você era uma menina tentando entender o que acontecia nos corredores de um hospital, uma nova experiência faria você olhar novamente para tudo aquilo que viveu.
Dessa vez, você não estaria ali como a criança que não compreendia as palavras difíceis, os exames e as preocupações dos adultos.
Você estaria ali como uma mulher capaz de compreender, acolher e transformar.
Quando a sua tia também enfrentar um câncer, uma parte da sua própria história será despertada.
Você vai lembrar daquela menina que precisou se afastar da escola, que sentiu o mundo mudar de repente e que precisou encontrar maneiras de continuar sendo criança mesmo diante de algo tão grande.
Mas essa lembrança não virá para prender você ao passado.
Ela virá para mostrar que muitas mulheres precisam de algo além do tratamento.
Elas precisam de informação.
Precisam de escuta.
Precisam de orientação, dignidade, acolhimento e pessoas dispostas a caminhar junto.
A partir desse momento, você começará a voltar aos hospitais de uma forma diferente.
Não mais como aquela criança que observava tudo sem entender.
Mas como uma mulher levando palavras de apoio, cuidado, alimento, atenção e esperança.
Foi assim que nasceu o CASMEC Rosa.
Ele começou com pequenos gestos: conversas, palestras, lanches, escuta e presença.
Porque você aprendeu que, muitas vezes, aquilo que parece simples para quem oferece pode significar muito para quem está atravessando um momento difícil.
Com o tempo, esse movimento cresceu.
O que começou como uma iniciativa de cuidado passou a reunir mulheres, apoiadores, empresas, parceiros e pessoas que acreditavam na importância dessa causa.
E foi assim que surgiram as Possetes.
Ah, Cíntiazinha… Possetes são várias amigas muito especiais que você ainda vai conhecer.
Mulheres com histórias diferentes, mas unidas por algo em comum: a vontade de transformar momentos difíceis em novas possibilidades.
Elas não serão apenas pessoas atendidas por um projeto.
Elas serão mulheres com nomes, memórias, sonhos, medos, alegrias, fé e recomeços.
Algumas chegarão buscando informação.
Outras precisarão de acolhimento.
Algumas precisarão apenas sentir que existe alguém caminhando ao lado delas.
E você vai descobrir algo muito importante:
Cuidar de alguém também é construir uma rede para que essa pessoa não precise atravessar tudo sozinha.
Talvez, lá no fundo, a menina que um dia inventava companhia para enfrentar a solidão compreenda melhor do que ninguém a importância de uma mulher nunca se sentir sozinha.
O CASMEC Rosa se tornará um encontro de afeto, informação, conexão, fortalecimento feminino e responsabilidade social.
Será um espaço onde mulheres poderão encontrar não apenas conhecimento, mas também pertencimento.
Porque algumas batalhas ficam mais leves quando existem mãos segurando junto.
E você saberá, melhor do que ninguém, o valor de uma mão estendida.
Cíntiazinha, existe uma coisa muito especial sobre as histórias que nascem dentro da imaginação de uma criança.
Muitas vezes, os adultos enxergam apenas uma brincadeira. Um desenho, um nome inventado, uma sala criada com objetos simples, uma conversa com personagens que só existem naquele universo infantil.
Mas algumas dessas brincadeiras carregam sonhos que ainda não sabem o próprio tamanho.
Enquanto muita coisa parecia confusa ao seu redor, você criava.
Você brincava de professora, montava pequenas salas de aula, ensinava personagens imaginários e inventava uma empresa que, naquele momento, existia apenas nas histórias que você criava.
Talvez você não soubesse, mas aquela brincadeira era uma forma de continuar aprendendo, compartilhando e encontrando sentido em um período difícil.
A menina que ensinava para pessoas imaginárias estava descobrindo, sem perceber, uma das suas maiores características: a vontade de desenvolver pessoas.
O tempo passou, você cresceu, estudou, construiu sua carreira e ganhou novas ferramentas para transformar ideias em realidade.
E um dia aquela empresa que existia apenas nas brincadeiras deixou de ser imaginação.
A CASMEC ganhou vida.
Mas ela não nasceu apenas como uma empresa.
Ela nasceu carregando uma história.
Carregou a criatividade daquela menina, a disciplina da mulher que você se tornou e a certeza de que conhecimento pode mudar trajetórias.
A CASMEC se tornou um espaço voltado para capacitação, treinamentos profissionais e desenvolvimento de pessoas.
Aquilo que antes acontecia em salas imaginárias passou a acontecer em ambientes reais, ajudando pessoas a aprender, crescer e encontrar novas possibilidades.
A menina que brincava de professora agora tinha a oportunidade de ensinar de verdade.
Mas dessa vez, suas aulas alcançariam pessoas com histórias, sonhos e desafios reais.
A CASMEC vai formar pessoas, preparar profissionais, fortalecer trajetórias e transformar aprendizado em caminho.
Ela será construída com trabalho, dedicação e com a mesma essência que existia naquela brincadeira de infância: a vontade de compartilhar conhecimento.
Talvez seja por isso que essa história seja tão bonita.
Porque a menina que um dia precisou inventar um mundo para atravessar um momento difícil não perdeu aquela capacidade de imaginar.
Ela apenas aprendeu a transformar imaginação em ação.
O que parecia apenas uma empresa fictícia de criança se tornou uma construção concreta, feita por uma mulher que nunca deixou de carregar dentro de si a criatividade, a inteligência e a vontade de ensinar daquela menina.
A CASMEC é a prova de que alguns sonhos começam pequenos.
Às vezes começam em uma brincadeira.
Às vezes começam em um momento de silêncio.
Mas quando encontram propósito, podem alcançar muito mais pessoas do que aquela criança poderia imaginar.
Cíntiazinha, um dia você vai perceber que aquelas perguntas que surgiram ainda na infância não eram apenas curiosidade.
Elas eram o começo de uma forma diferente de enxergar o mundo.
Você aprendeu cedo que existem momentos em que as pessoas precisam de alguém que escute, compreenda e ajude a encontrar caminhos.
Talvez por isso o Direito tenha encontrado você.
Na faculdade de Direito, você vai descobrir que as palavras têm ainda mais força quando carregam conhecimento, responsabilidade e propósito.
Você vai estudar, se dedicar e construir uma trajetória baseada no trabalho sério e na vontade de fazer diferença.
Vai aprender que uma boa argumentação não é apenas convencer alguém, mas compreender histórias, defender direitos e enxergar pessoas além dos problemas que elas apresentam.
Com o tempo, você será reconhecida pela forma como pensa, pela maneira como se posiciona e pela capacidade de construir conexões verdadeiras.
Você vai ocupar espaços importantes, participar de decisões, representar pessoas e perceber que sua voz pode alcançar lugares que aquela menina de sete anos jamais imaginaria.
Nada disso acontecerá por acaso.
Será resultado da sua inteligência, da sua dedicação, da sua capacidade de aprender e, principalmente, da forma como você nunca esquecerá de onde veio.
Você conhecerá muitas pessoas ao longo desse caminho.
Será lembrada, indicada, convidada e respeitada não apenas pelo conhecimento que possui, mas pela maneira como transforma encontros em oportunidades.
Você entenderá que cada pessoa carrega uma história e que, muitas vezes, antes de uma solução jurídica, existe alguém precisando ser ouvido.
A mesma menina que criava personagens e organizava salas de aula imaginárias continuará existindo dentro de você.
Ela apenas encontrará novos espaços para ensinar.
Agora, não mais em uma brincadeira de infância, mas em reuniões, palestras, eventos e conversas onde suas palavras poderão orientar e inspirar outras pessoas.
Talvez você ainda seja pequena demais para compreender o significado de construir um escritório.
Mas um dia nascerá o CPA.
Ele será um dos primeiros grandes sinais de que aquela menina que precisou observar o mundo em silêncio se transformou em uma mulher capaz de falar por si, defender outras pessoas e ser ouvida em lugares importantes.
O caminho profissional será intenso.
Terá desafios, responsabilidades, decisões difíceis e momentos que exigirão coragem.
Mas você descobrirá que a força que precisava quando era criança sempre esteve dentro de você.
A sua história profissional não será construída apenas por títulos ou conquistas.
Ela será construída pelas pessoas que você ajudará, pelas portas que abrirá e pelo impacto que deixará nos caminhos daqueles que cruzarem sua trajetória.
Cíntiazinha, a sua história não termina naquele hospital, naquele medo ou naquela escola interrompida.
Um dia, você vai crescer e voltar a estudar fora de casa. Vai descobrir que gosta de aprender, de pensar, de perguntar, de entender o mundo e de encontrar palavras para aquilo que muitas pessoas sentem, mas nem sempre conseguem dizer.
A menina que um dia precisou observar tudo em silêncio vai começar a perceber que existe uma força dentro dela: a vontade de compreender, construir respostas e transformar aquilo que viveu em aprendizado.
Você vai descobrir que o conhecimento pode ser uma forma de liberdade.
Cada livro, cada aula, cada conversa e cada experiência vão ampliar o seu olhar sobre o mundo.
A criança que precisou lidar cedo com perguntas difíceis vai aprender a fazer perguntas ainda maiores, mas dessa vez com ferramentas para buscar respostas.
Você vai perceber que as palavras têm força.
Elas podem acolher alguém que está perdido, podem defender quem precisa de ajuda, podem explicar aquilo que parece complicado e podem aproximar pessoas.
Mais adiante, você vai fazer faculdade, Cíntiazinha.
E essa faculdade será de Direito.
Na faculdade de Direito, uma nova fase vai começar.
Você vai estudar com seriedade, aprender sobre leis, sociedade e justiça, mas também vai viver momentos que a menina de sete anos talvez nem consiga imaginar.
Você vai fazer amigos, rir muito, conversar por horas, criar memórias, descobrir novos lugares e perceber que a vida também é feita dos momentos simples que acontecem enquanto estamos construindo nossos sonhos.
A menina que um dia precisou se afastar dos colegas vai se encontrar novamente cercada de pessoas queridas.
Ela vai experimentar liberdade, troca e alegria.
E naquele mesmo ambiente onde tantas pessoas estarão aprendendo, você também vai ensinar.
A menina que brincava de professora vai aparecer de outra forma.
Não mais em uma sala criada pela imaginação, mas em espaços reais onde suas ideias, sua capacidade de argumentação e sua maneira de enxergar as pessoas serão reconhecidas.
Você vai chamar atenção pela forma como pensa, pela maneira como se posiciona e pela capacidade de transformar conhecimento em atitude.
Vai entender que as palavras podem proteger pessoas, abrir portas e mudar destinos.
E aquela criança que um dia procurava respostas no rosto dos adultos vai se tornar uma mulher capaz de oferecer respostas para outras pessoas.
Cíntiazinha,
eu sei que você não entende o que está acontecendo. Você percebe que os adultos falam mais baixo quando você se aproxima, que algumas conversas parecem terminar antes da hora e que os sorrisos ao seu redor carregam uma preocupação que ninguém consegue esconder por completo.
Você olha para sua mãe tentando encontrar no rosto dela alguma resposta, algum sinal de que tudo vai ficar bem, mas o mundo parece estranho demais para uma menina de sete anos.
Há palavras que você ainda não compreende, exames que não pertencem ao universo da infância, corredores longos, esperas demoradas e uma mudança repentina que tirou você da escola, dos colegas, do recreio, das professoras, dos cadernos e das brincadeiras em grupo sem que você pudesse entender exatamente por quê.
Você não escolheu sair da escola, não escolheu se afastar dos amigos e não escolheu brincar sozinha. A vida apenas mudou o seu caminho antes que você tivesse idade para fazer perguntas grandes.
Eu sei que assusta perceber adultos preocupados, tentar ser quietinha para não dar trabalho, sentir falta do que era comum e não saber explicar por que tudo ficou diferente de repente.
Você não precisa fingir que entende, Cíntiazinha. Não precisa dar nome ao medo, nem ser forte o tempo inteiro, nem sorrir só para aliviar o coração de quem está ao seu redor.
Você é uma criança vivendo algo que criança nenhuma deveria precisar viver tão cedo.
A sua mãe estará ao seu lado com fé, amor e uma força que você só compreenderá muitos anos depois.
Ela não terá todas as respostas prontas, porque mães também sentem medo, mas segurará a sua mão como quem sustenta um mundo inteiro.
A fé dela, o cuidado da família, a medicina, a esperança e o amor vão caminhar com você nesse tempo difícil.
Você não atravessará porque entende tudo, nem porque será forte o tempo inteiro, mas porque haverá gente acreditando na sua vida quando você ainda não consegue entender a dimensão da própria história.
Enquanto muita coisa fica confusa do lado de fora, você vai encontrar um jeito de continuar sendo menina por dentro.
Vai inventar amigos imaginários, criar personagens, brincar de professora e organizar pequenas salas de aula nas suas brincadeiras.
Talvez os adultos vejam apenas uma menina brincando sozinha, mas eu sei que aí existe uma forma delicada de resistência.
Quando você cria companhia, está tentando não deixar a solidão ocupar tudo.
Quando brinca de ensinar, está organizando o mundo com as ferramentas que tem.
E quando inventa histórias, sem saber, está guardando dentro da imaginação uma parte do seu futuro.
Uma trajetória que começou na infância e se transformou em acolhimento para muitas mulheres.
A menina que não entendia o hospital. Uma infância interrompida por desafios que pareciam grandes demais, mas que revelaram uma força que ainda estava sendo descoberta.
Ler capítuloA menina que encontrou nos estudos uma forma de compreender o mundo e transformar perguntas em caminhos.
Ler capítuloA força das palavras. A criança que brincava de professora cresceu e descobriu que conhecimento também pode proteger, defender e transformar vidas.
Ler capítuloA imaginação virou propósito. A empresa criada nas brincadeiras da infância ganhou vida e se tornou um espaço de capacitação e desenvolvimento.
Ler capítuloUma nova missão nasceu: transformar a própria história em cuidado, informação e apoio para outras mulheres.
Ler capítuloUm legado construído para acolher mulheres, fortalecer trajetórias e lembrar que ninguém precisa enfrentar essa caminhada sozinha.
Conheça o InstitutoSua contribuição ajuda o Instituto Possas Vencer a continuar transformando vidas. Qualquer valor faz a diferença.
Chave Pix (CNPJ)
Instituto Possas Vencer
Banco do Brasil
✓ Chave copiada com sucesso!
Muito obrigado pelo seu apoio.
Sua doação contribui diretamente para a continuidade dos nossos projetos.